Bit o quê? Há alguns anos, muitas pessoas não sabiam o que era bitcoin, muito menos que ela se tornaria uma forma de investimento atrativa e que ganharia fama em todo o planeta – Elon Musk, fundador e CEO da Tesla, que o diga. Mas a bitcoin é apenas uma das criptomoedas que existem e que estão criando diferentes formas de transacionar valores (digitais) entre pessoas utilizando a Internet como ponto de partida.
Se fôssemos resumir, poderíamos apenas falar que uma criptomoeda é uma moeda virtual. Entretanto, há mais para se esclarecer. Além de existirem no mundo digital (diferente de uma moeda como o Real que, além de ser transacionada virtualmente entre contas, possui uma versão física e com validade no Brasil), elas possuem outros atributos que as diferenciam. Um deles é o fato de não serem vinculadas a nenhum órgão ou governo. Elas são simplesmente gerenciadas pelos próprios usuários, que usam as redes blockchain para fazer as trocas de informações, sendo que essas redes ainda protegem todos os dados envolvidos nas transações.
Outro ponto importante de citar sobre as criptomoedas é a sua segurança: devido a sistemas de criptografia, as informações transacionadas são protegidas e acessíveis apenas a quem tem o código (ou chave) para decifrar a transação. Ainda sobre sua segurança, é interessante apontar que algumas criptomoedas permitem realizar pagamento sem a vinculação de informações pessoais, o que é outro benefício para o usuário, que tem a sua identidade protegida.
Por isso mesmo, as criptomoedas possuem particularidades que demandam atenção do detentor das mesmas: como não estão vinculadas a órgãos e são gerenciadas pelos próprios usuários, é possível perder o seu dinheiro ao deletar o arquivo do computador ou dispositivo digital. Além disso, a proteção por criptografia também depende exclusivamente do usuário, já que ela só é ativada após acionamento. Por isso, a organização e a escolha da carteira mais adequada para o perfil do usuário são essenciais.
A mineração de bitcoins é o processo pelo qual novos bitcoins entram em circulação, mas também é um componente crítico da manutenção da blockchain. É executado em computadores muito sofisticados que resolvem problemas matemáticos computacionais extremamente complexos.
A mineração de criptomoedas é meticulosa, cara e recompensadora apenas esporadicamente. No entanto, a mineração tem um grande apelo para muitos investidores interessados em criptomoedas, pois os mineiros são recompensados em por seu trabalho. Talvez isso aconteça porque os empreendedores veem a mineração como oportunidade de enriquecer, como os garimpeiros de ouro do Brasil colonial. E se você entende de tecnologia, por que não fazê-lo?
No entanto, antes de investir tempo e equipamento, é bom educar-se e entender todas as variáveis envolvidas para saber se a mineração é realmente para você.
Os mineiros são pagos por seu trabalho como “auditores”. Eles fazem o trabalho de verificar a legitimidade das transações de Bitcoin. Essa convenção tem o objetivo de validar a honestidade dos usuários do Bitcoin e foi concebida pelo criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto. Ao verificar as transações, as mineradoras estão ajudando a prevenir o “problema de gasto duplo”.
Gastar em dobro é um cenário em que um proprietário de Bitcoin gasta ilicitamente o mesmo bitcoin duas vezes. Com a moeda física, isso não é um problema: depois que você entrega a alguém uma nota de R$20 para comprar algo, você não a tem mais, então não há perigo de usar a mesma nota de R$20 para comprar outra coisa. Embora haja a possibilidade de emissão de dinheiro falso, não é exatamente o mesmo que gastar literalmente o mesmo Real duas vezes.
Como garantir que isto não aconteça com uma moeda digital sendo que no mundo digital tudo pode ser copiado?
Digamos que você tenha uma nota legítima de R$20 e uma falsificada dos mesmos R$20. Quando você for tentar gastar tanto a nota real quanto a falsa, alguém que se dê ao trabalho de olhar os números de série e itens de segurança das duas notas conseguirá distinguir a diferença entre as duas notas.
O que um minerador de Bitcoin faz é mais ou menos isso – eles verificam as transações para se certificar de que os usuários não tentaram ilegitimamente gastar o mesmo bitcoin duas vezes. Esta não é uma analogia perfeita – explicaremos com mais detalhes a seguir.
Uma vez que os mineiros tenham verificado 1 MB (megabyte) de transações de Bitcoin, conhecido como “bloco”, esses mineiros são elegíveis para serem recompensados com uma quantidade de bitcoins. O limite de 1 MB foi definido por Satoshi Nakamoto e é uma questão controversa, pois alguns mineiros acreditam que o tamanho do bloco deve ser aumentado para acomodar mais dados, o que significaria efetivamente que a rede bitcoin poderia processar e verificar as transações mais rapidamente.
Observe que verificar o valor de 1 MB de transações torna um mineiro de moedas qualificado para ganhar bitcoin – nem todos que verificam as transações serão pagos. 1 MB de transações pode teoricamente ser tão pequeno quanto uma transação (embora isso não seja comum) ou vários milhares. Depende de quantos dados as transações consomem.
Falaremos em mais detalhes sobre as criptomoedas e o bitcoin em particular em posts futuros.
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Crédito das imagens usadas neste post Unsplash