Tecnologia registra origem, escassez e autenticidade dos conteúdos digitais e promete revolucionar a forma de consumir na Internet

Exclusividade é algo que faz a diferença no mercado, e quem trabalha com arte sabe muito bem disso. Não é à toa que quadros de Pablo Picasso (Les Femmes d’Alger), Edvard Munch (The Scream) e Claude Monet (Meules) foram vendidos por algumas centenas de milhões de dólares (a obra recordista foi Salvator Mundi, de Leonardo Da Vinci, que arrecadou mais de US$ 450 milhões em 2017). O conceito de ter algo único, que poucos têm acesso, é um dos fatos que faz com que a arte seja tão valorizada.

 

Já o mundo digital, durante muito tempo, foi visto como um terreno de abundância. A facilidade de ter acesso aos conteúdos e a possibilidade de copiá-los tornou o ambiente colaborativo, no qual gigantes da tecnologia começaram a monetizar por meio de publicidade – e pela entrega assertiva que proporcionaram aos consumidores. Os produtores, então, viram que conseguiriam ter mais retorno se também investissem em dividir esse compartilhamento de conhecimento entre conteúdos gratuitos e pagos. E assim, a dinâmica vem mudando, criando um funil de exclusividade com a garantia de melhores retornos.

 

Nesse cenário é que surgiu o NFT (Non-fungible Token), que é uma espécie de certificado que atesta a origem, autenticidade e escassez. Ou seja, tudo aquilo que antes era compartilhado sem se preocupar com a sua origem vai passar a entrar no mercado da exclusividade – e muitas marcas vão se beneficiar com isso.

 

 

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Qual a diferença entre NFT e outros conteúdos digitais?

 

O NFT é um token gerado a partir de uma blockchain e tem a função de identificar um item digital. É exatamente esse processo que gera a garantia de exclusividade já que todo item digital em forma de NFT possui uma espécie de selo que atesta a sua veracidade. Por isso, esse tipo de ativo pode ser comercializado em uma plataforma própria.

 

Além disso, o NFT carrega nele todo o seu histórico, ou seja, desde quem criou o conteúdo até cada transação efetuada. Se você consultar um NFT neste exato momento saberá com facilidade quem o possui e terá a garantia total de que se trata de um arquivo original.

 

Conteúdos digitais que não possuem a marcação de NFT não contêm essa fácil rastreabilidade. Por exemplo, se você criou um meme (sim, eles valem milhões de dólares no mundo dos tokens digitais) e o colocou na rede, terá dificuldades para provar que foi realmente o criador do material.

 

Entretanto, uma obra ter o selo de NFT não garante que ela não será reproduzida. Voltamos para o mundo físico e podemos pensar: quantas cópias existem no mundo de Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci? Por mais que você nunca tenha ido ao Louvre, certamente já viu a imagem nos mais diversos lugares – e pode até ter a visto pendurada em algum lugar em uma reprodução muito bem-feita. O NFT não assegura que o item não será copiado – entretanto, gera propriedade da versão original para quem tiver a posse dele.

Meme Doge é vendido como NFT por US$ 4 milhões

 

 

E por que o NFT vai mudar a forma de consumir na Internet?

 

Ao gerar o conceito de escassez e exclusividade, o NFT tem tudo para se tornar a nova hype de colecionadores – por mais que seja para o mundo digital. Além disso, pode se tornar uma forma de investimento com a possível valorização do item pela Internet. De times de futebol a bandas de rock, vários setores já estão apostando nos NFTs como uma nova forma de monetização, sendo que alguns deles ainda oferecem benefícios únicos para quem adquirir o item.

 

O mercado ainda é relativamente novo e deve crescer nos próximos anos – principalmente pela crescente valorização de criptomoedas e pelo potencial já visto nos últimos anos: afinal, crescer seu valor em 705% (segundo estimativas de www.nonfungible.com) em apenas 3 anos não é algo visto todos os dias. Entretanto, é o que o mercado de NFTs viu acontecer entre 2017 e 2020 e deve continuar observando nos próximos anos.

 

 

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