Desde que o famoso artista Beeple vendeu seu NFT (enorme colagem de todas as suas obras) na Christie’s por fabulosos $ 69 milhões, a febre e a empolgação de comprar e vender os mais estranhos objetos de mídia digital (de fotos e GIFs a tweets e álbuns de música) lembra muito os estágios iniciais do crescimento do Bitcoin ou mesmo o boom das pontocom no início dos anos 2000.
Uma bolha? A ascensão de cripto-milionários da noite para o dia? Ou uma revolução e um novo padrão da indústria na mídia? Vamos descobrir.
Primeiro, vamos decifrar a abreviatura: NFT significa token não fungível (Non Fungible Token em Inglês). Ele difere dos tokens fungíveis, como uma unidade de bitcoin ou ethereum. Por exemplo, se trocarmos uma nota de cem Reais por 10 notas de 10 Reais , nada mudará para nós. Mas se estamos falando de uma obra de arte ou uma pintura rara, então sua singularidade os torna não intercambiáveis.
A exclusividade do NFT é obtida registrando (cunhando) seu token exclusivo na rede blockchain.
Existem algumas redes blockchain disponíveis no mercado como a rede WAX que é utilizada pela Block4 e a rede Etherium. Quando gravada numa blockchain o seu arquivo digital (imagem, foto, vídeo, música, etc.) recebe um código exclusivo “Token”. E cada usuário da blockchain pode ver a propriedade deste arquivo. Assim, verifica-se a singularidade deste arquivo, dados de sua criação e registro e o direito à sua titularidade.
O principal argumento dos céticos era o fato de que qualquer pessoa agora pode simplesmente copiar, baixar ou capturar a tela de qualquer arquivo de mídia. Por que pagar milhões por um Nyan Cat GIF quando você pode pesquisar no Google em dois segundos? Mas aqui você pode traçar paralelos com o mercado de arte real: você pode baixar “Girassóis” de Van Gogh ou até mesmo comprar uma reprodução de boa qualidade, mas apenas o original será cotado e custará milhões!
O processo de incorporação de NFT na blockchain teve um início discreto, o processo era trabalhoso, as vendas modestas e apenas os usuários mais “geeks” tinham acesso. Mas assim que sites como OpenSea, Rarible, Super Rare, Nifty Gateway, Foundation, etc. apareceram, o mercado explodiu. Agora qualquer um pode cunhar suas criações e vendê-las como NFT.
Colaborações de artistas eminentes e super-estrelas da música e da mídia colocaram os NFTs sob os holofotes de forma bastante rápida. As seguintes pessoas deram suas contribuições: Elon Musk e sua esposa Grimes, Jack Dorsey vendeu seu primeiro tweet, Snoop Dogg e Paris Hilton entraram ativamente no mercado, Kings of Leon criou seu álbum como NFT – a lista é muito grande.
Se você parar e se indagar sobre as quantias fabulosas que os colecionadores gastam e ganham com compras e revendas de NFTs, e se aprofundar um pouco mais, você poderá chegar a algumas conclusões interessantes.
O NFT, como um sistema descentralizado, destrói completamente o conceito de intermediário. A capacidade de pagar diretamente ao criador de uma arte (jogo de computador, álbum de música, livro, etc.) torna desnecessário o papel de editor, plataforma de mídia, gravadora, etc. Isso libera a pessoa criativa e a torna independente dos produtores, acionistas e demais envolvidos no processo.
Com a pandemia e a impossibilidade de se realizar jogos com público presente, a situação para os clubes de futebol ficou ainda mais complicada. Portanto, os clubes estão investindo muito tempo e esforço não apenas nas redes sociais, mas também na busca de tecnologias inovadoras que os ajudem a melhorar a relação com os fãs e suas experiências.
Os colecionáveis digitais oferecem uma oportunidade de desenvolver novas frentes nesse sentido. Uma nova forma de engajamento com fãs através de experiências incríveis que, além de tudo, criam receitas adicionais.
Os torcedores de clubes de futebol, por sua vez, entendem que a maior parte de seu dinheiro irá diretamente para o clube detentor dos direitos de imagem e não acabará no bolso de distribuidores e intermediários. Além disso, o criador do NFT, via de regra, recebe uma certa porcentagem de cada revenda de sua obra, o que aumenta várias vezes sua receita.
Os NFTs pode ser aplicados não apenas no mercado de arte, ou colecionáveis digitais, mas também, por exemplo, em transações imobiliárias, além de influenciar fortemente o mercado de auditoria e serviços notariais.
Redes sociais e plataformas de mídia como Netflix e Spotify podem mudar drasticamente. Será mais lucrativo para os criadores colocarem suas obras nas plataformas onde ganharão mais, uma vez que a maioria dos países ainda não resolveu adequadamente as questões de tributação e controle da criptomoeda.
Claro, sempre existem os que veem o lado negativo. Alguns críticos do NFT consideram-no nada mais do que uma forma de lavar dinheiro (bastante arriscado, na verdade). Outro grupo de pessoas está preocupado com o impacto ambiental dessa histeria: a chamada pegada de carbono, especialmente em plataformas que usam o “proof of work” como a Ethereum.
E embora a rede Etherium seja várias vezes mais eficiente em termos de energia do que a da Bitcoin (que atualmente queima quilowatts de eletricidade a cada minuto), ainda está longe do ideal.
Felizmente existem soluções de blockchain como a WAX que não usa o “proof of work” e que são muito mais eficientes do que qualquer outra.
Por este motivo a Block4 decidiu desenvolver sua plataforma de colecionáveis TiBS na blockchain da WAX.
Você acha que a blockchain irá de fato revolucionar o mercado de mídia e obras de arte? Gostaríamos de saber a sua opinião, coloque o seu comentário abaixo.
Crédito das imagens usadas neste post Unsplash e WAX